Nova fase do projeto que une TCE-PR, Crea-PR e Seti-PR contará com a participação de 60 estudantes de cinco universidades estaduais, que vistoriarão locais de ensino recém-construídos
Estudantes de cinco universidades estaduais realizarão vistorias técnicas em cerca de cem escolas municipais recém-construídas, para avaliação de manutenção e acessibilidade. As atividades acontecerão em Cascavel, Londrina, Maringá, Umuarama e Ponta Grossa.
A ação faz parte da nova fase do programa “Ver a Cidade”, uma parceria entre o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti-PR), por meio das instituições de ensino superior.
Renovação
A parceria foi renovada nesta terça-feira (26 de maio), em Reunião Plenária do Crea-PR, e marca uma nova fase do programa. Na primeira edição, o projeto identificou 217 obras públicas paralisadas em todo o Paraná, cujo valor contratado alcançava quase R$ 287 milhões. Ao todo, foram realizadas dez visitas técnicas, mais de 1.083 intervenções remotas e 820 inspeções em conjunto com o conselho.
Nesta nova etapa, o programa será amparado por um investimento que totaliza R$ 374 mil e será feito por meio do Fundo Paraná, gerido pela Seti-PR, no âmbito da Encomenda Governamental (EG) Seti/Fundo Paraná nº 5/2026.
60 estudantes de Engenharia Civil e 10 professores das universidades estaduais de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, do Oeste e do Centro-Oeste participarão das atividades. Os acadêmicos produzirão documentos técnicos de recomendações – sem caráter de laudo técnico – seguindo as orientações do Crea-PR e os formulários fornecidos pelo Tribunal de Contas, por meio de sua Coordenadoria de Obras Públicas (COP).
Controle social
Para o presidente do TCE-PR, conselheiro Ivens Linhares, a renovação da parceria representa um marco importante para o fortalecimento do controle social e da parceria entre as instituições públicas.
“O fomento ao controle social é uma das nossas missões e não há ninguém mais preparado para contribuir com essa tarefa do que os estudantes dos cursos de Engenharia. A fiscalização de obras paralisadas é algo extremamente importante e já foi um sucesso anteriormente. Por isso, estamos agora renovando essa parceria com muita satisfação. É um momento significativo para garantir que obras públicas paralisadas tenham o desfecho esperado e sejam concluídas para atender aos objetivos para os quais foram iniciadas”, declarou Linhares.
Parceria
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, destacou que a iniciativa é uma construção conjunta feita pelas instituições envolvidas. “Temos promovido diálogos e parcerias importantes com o TCE-PR para alcançarmos objetivos comuns. Desde o início da nossa gestão na Seti-PR, construímos uma parceria muito importante com o Crea-PR, tanto em programas de formação na área da Engenharia quanto na prestação de serviços pelas universidades estaduais”, explicou ele.
Segundo o secretário, o projeto está alinhado às diretrizes da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (Pecti-PR 2024-2030) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente aqueles relacionados à educação de qualidade, infraestrutura, inclusão e fortalecimento institucional.
Impacto
O presidente em exercício do Crea-PR, engenheiro ambiental Helder Rafael Nocko, afirmou que o projeto reforça o papel da Engenharia na proteção da sociedade e na valorização do interesse público. “Os resultados da primeira etapa foram muito positivos, especialmente pela geração de diagnósticos técnicos sobre obras públicas e pela identificação de inconsistências, o que fortalece a transparência e o controle social”, disse.
Nocko também ressaltou que a nova fase amplia o impacto social da iniciativa ao direcionar o conhecimento técnico para a melhoria da infraestrutura escolar. “O envolvimento de universidades e estudantes contribui para a formação de futuros profissionais mais conscientes de sua responsabilidade técnica e aproxima o Sistema Confea-Crea da sociedade e da gestão pública”, complementou.