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Trabalho do TCE no sistema carcerário do PR vai alimentar auditoria nacional do TCU

Informações levantadas por equipe designada em 23 de janeiro pelo presidente, conselheiro Durval Amaral, vão subsidiar diagnóstico do setor, que enfrenta crise em todo o País

Parte da equipe designada para a auditoria no sistema carcerário do Paraná. Trabalho é comandado pelo coordenador-geral de Fiscalização, Mauro Munhoz (sentado).
Foto: Wagner Araújo/Divulgação TCE-PR

A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), tomada nesta semana, de propor a realização de uma auditoria coordenada com os Tribunais de Contas dos estados e municípios para examinar os aspectos mais relevantes da gestão operacional e de infraestrutura das penitenciárias do Brasil, foi antecipada pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).

Desde 23 de janeiro, uma equipe técnica apura, por determinação do presidente, conselheiro Durval Amaral, todas as informações sobre o setor. O prazo de entrega do trabalho é de 60 dias. A partir dele, o TCE-PR vai instaurar auditorias para aprofundar pontos específicos do levantamento, em seu Plano Anual de Fiscalização (PAF) de 2017.

Entre outros pontos, a proposta do TCU busca apurar as medidas emergenciais que estão sendo adotadas para lidar com a atual crise e  analisar gestão, custos e tecnologias de apoio associados ao sistema prisional. Os dados que estão sendo levantados no Paraná farão parte das informações que serão prestadas a Brasília.

Como a ação do TCE-PR, a proposta do TCU visa avaliar a deficiência na aplicação de recursos públicos e o descumprimento de normas de organização, que acabam por gerar o aumento da insegurança e a violação de direitos humanos. A iniciativa do TCU atende pedido do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais de Contas (CNPGC).

Após o Paraná ter anunciado o início do trabalho em relação ao sistema penitenciário, vários Tribunais de Contas de outros estados também iniciaram procedimentos com o mesmo objetivo.

 

Avaliação

O grupo do TCE-PR é formado por oito analistas e técnicos de controle. Ao final do trabalho, serão instauradas auditorias operacionais, no PAF de 2017, para avaliar a eficácia do gasto público no setor, impor medidas corretivas e, se necessário, responsabilizar gestores pelas irregularidades detectadas. O presidente Durval determinou que a auditoria avalie  as instalações, a estrutura de pessoal, a gestão, o custo e, principalmente, a capacidade de ressocialização do sistema prisional.

Em 2016, o Paraná gastou R$ 720 milhões para manter uma população carcerária de 20 mil pessoas nos presídios do Estado - com custo médio de R$ 35 mil por preso ao ano. Neste cálculo não estão incluídos os cerca de 10 mil presos que estão em delegacias no Estado.

 

Autor: Diretoria de Comunicação Social Fonte: TCE/PR