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TCE-PR fará diagnóstico de municípios sobre preparo contra desastres climáticos

Anúncio foi realizado pelo presidente da Corte, conselheiro Ivens Linhares, em palestra proferida na COP 30, em Belém do Pará, na manhã desta quarta-feira (19). Trabalho integra o Progov

O presidente do TCE-PR, conselheiro Ivens Linhares, dá palestra na COP 30, em Belém do Pará

Até o início de dezembro, o Tribunal de Contas do Estado terá um diagnóstico completo a respeito de qual é o grau de preparo dos 399 municípios paranaenses para enfrentar desastres climáticos. A ação integra o eixo sobre gestão ambiental do Programa de Avaliação de Contas Municipais de Governo (Progov) do TCE-PR, que foi apresentado na manhã desta quarta-feira (19 de novembro) na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), em Belém do Pará.

A palestra foi realizada pelo presidente da Corte, conselheiro Ivens Linhares, no stand institucional do Sistema dos Tribunais de Contas, localizado na Green Zone da COP 30. A apresentação teve a participação da auditora de controle externo da Coordenadoria de Contas (CCONTAS) do TCE-PR Alcione Aparecida Savariani Bertol.

No espaço, são feitas apresentações de práticas exitosas relacionadas à sustentabilidade, à inovação e à governança pública, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e com as diretrizes de atuação dos Tribunais de Contas brasileiros.

Entre os dados que o TCE-PR espera obter das prefeituras, especificamente na área da gestão e prevenção dos efeitos provocados pelas mudanças climáticas, estão informações relativas à existência ou não de um inventário de riscos climáticos; à integração entre políticas públicas, legislação ambiental e planos climáticos; à existência de metas e ações de mitigação e adaptação; entre outras.

O presidente do TCE-PR, conselheiro Ivens Linhares, dá palestra na COP 30, em Belém do Pará

Eficácia

O Progov mede a eficácia das políticas públicas implementadas pelas prefeituras. Em seu eixo ambiental, visa avaliar as ações das administrações locais que promovam uma gestão ambiental integrada, abrangendo o saneamento básico, o manejo de resíduos e águas pluviais, a proteção dos recursos naturais, a prevenção de desastres e o enfrentamento das mudanças climáticas, de modo a fortalecer a resiliência e a sustentabilidade dos municípios.

A metodologia tornou-se referência para outras Cortes e foi recomendada como boa prática pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).

Novas áreas

A partir deste ano, o TCE-PR incluiu duas novas áreas na avaliação de políticas públicas realizadas nas prestações de contas anuais dos 399 prefeitos do Paraná. Elas se referem à gestão do meio ambiente e às aquisições e contratações realizadas pelas prefeituras. O Tribunal já analisava as áreas de assistência social, saúde, educação, administração financeira, previdência social e transparência e relacionamento com o cidadão.

Com a inclusão, o número de interlocutores municipais que participam do processo de avaliação das políticas públicas chega agora a aproximadamente 30 mil. No período entre 5 e 27 de novembro, os interlocutores cadastrados deverão responder aos questionários eletrônicos disponibilizados pelo Tribunal relativos a suas respectivas áreas.

Inovação

A avaliação da eficácia de políticas públicas nas PCAs dos prefeitos foi uma inovação introduzida no TCE-PR pelo Progov. A metodologia foi implantada a partir da PCA de 2022 e tornou-se permanente, conforme estabelece a Resolução nº 95/2022, que promoveu alterações no Regimento Interno do Tribunal.

Dessa forma, ao encaminhar às câmaras de vereadores seus pareceres prévios sobre as contas anuais dos prefeitos, a Corte não opina mais somente a respeito da regularidade ou não da execução contábil, financeira, orçamentária e patrimonial dos recursos públicos municipais, mas também sobre a efetividade e a eficácia dos serviços essenciais prestados aos cidadãos. Além de oferecer informação qualificada aos gestores para a melhoria desses serviços, com a mudança, o Tribunal busca fortalecer o controle social.

A partir da análise das PCAs de 2023, o decréscimo da nota obtida pelos municípios em relação à evolução da implementação de políticas públicas ao longo do tempo pode levar à emissão de parecer pela irregularidade ou pela regularidade com ressalva das contas do município.

Autor: Diretoria de Comunicação Social Fonte: TCE/PR