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TCE-PR avalia uso da telerrobótica na fiscalização a distância de obras públicas

Protótipo de robô que pode ser controlado remotamente para a realização de atividades do tipo foi apresentado ao presidente do Tribunal, conselheiro Fabio Camargo, nesta quarta-feira

O presidente do TCE-PR, conselheiro Fabio Camargo, testa protótipo de robô que, futuramente, poderá ser usado em atividades de fiscalização, especialmente de obras públicas.
Foto: Denis Ferreira Neto/Divulgação TCE-PR

Seguindo o objetivo de aplicar cada vez mais as últimas tecnologias na sua atividade fiscalizatória, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) está prospectando agora o uso da telerrobótica para verificar situações específicas, como o andamento de obras públicas realizadas por seus entes jurisdicionados.

Nesta quarta-feira (18 de agosto), foi apresentado ao presidente da Corte, conselheiro Fabio Camargo, o protótipo de um robô produzido pela empresa Beenoculus, o qual pode ser controlado remotamente para a realização de atividades desse tipo por meio do uso de um equipamento de realidade estendida, semelhante aos famosos óculos de realidade virtual.

Conforme o diretor de Tecnologia da Informação do TCE-PR, Hélio Amaral, o uso da telerrobótica permitiria à equipe técnica da Casa efetuar inspeções a distância como se fossem presenciais, a exemplo do que já é feito na Petrobras para fins de monitoramento submarino de plataformas petrolíferas.

Ainda segundo ele, a intenção não é adotar a ferramenta imediatamente no órgão de controle. "Estamos buscando novas tecnologias a fim de nos prepararmos para o futuro pois, dentro de alguns anos, ferramentas como essa se tornarão financeiramente viáveis para o Tribunal, tendo em vista sua rápida evolução", explicou.

A iniciativa de prospectar tecnologias inovadoras faz parte do Programa TCE 5.0 - Transformação Digital e Inovação, cujo objetivo é alavancar a atuação do órgão de controle por meio da aplicação da tecnologia da informação (TI), buscando possibilitar ao Tribunal um desempenho ainda mais eficiente, ágil, dinâmico e respeitado.

Em breve, essa procura por novas tecnologias será feita no âmbito de um laboratório de inovação a ser criado pela Corte como parte do projeto TCE 5.0. "O investimento no uso da TI para incrementar o controle externo sobre a administração pública deve ser realizado de forma permanente. Do contrário, o Tribunal não conseguirá acompanhar o ritmo dos avanços tecnológicos que acontecem ao seu redor", afirmou Amaral.

 

Autor: Diretoria de Comunicação Social Fonte: TCE/PR