Levantamento do TCE-PR aponta que 13 prefeituras e 34 câmaras de vereadores não atendem plenamente o que está disposto na legislação e podem sofrer sanções
Apesar de reiterados alertas, 13 prefeituras e 34 câmaras municipais paranaenses mantêm portais da transparência na internet que não atendem plenamente os interesses do cidadão. A constatação é do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). Os números integram levantamento realizado pela corte até o último dia 17. Segundo a Coordenadoria de Fiscalização Municipal (Cofim) do órgão, unidade técnica responsável pelo estudo, entre as falhas mais comuns estão a falta de acesso a informações da gestão municipal e dados incompletos.
O levantamento foi realizado por meio do Sistema Gerenciador de Acompanhamento (SGA) do Programa de Acompanhamento Remoto (Proar) e teve início em julho de 2015. Envolveu a totalidade das entidades e teve por objetivo identificar se os portais estavam disponíveis. Outro ponto verificado foi se as informações estavam atualizadas e de acordo com a Instrução Normativa nº 89/2013, do TCE-PR. Foram fiscalizadas 798 entidades, das quais 399 prefeituras e igual número de câmaras.
Prazos
Como resultado inicial da fiscalização, a Cofim expediu 485 Anotações Preliminares de Acompanhamento. As APAs são comunicações eletrônicas dirigidas aos gestores e controladores internos para que regularizem a situação. Mesmo assim e apesar dos prazos concedidos, até a última verificação, no dia 17, havia jurisdicionados em situação irregular na implementação e funcionamento dos portais. Alguns responderam ao apontamento do Tribunal, porém, não solucionaram a questão; outros nem sequer responderam.
"Vale registrar que, no caso das prefeituras municipais, a regularidade do Portal de Transparência é item da agenda de obrigações e deve ser declarada pela entidade quando a cumpre, sendo a inadimplência um fator impeditivo para a emissão de Certidão Liberatória", explica o titular da Cofim, Ednilson Mota. Sem Certidão Liberatória, os municípios não recebem recursos de transferências, o que pode prejudicar a execução de projetos e programas.
Sanções
A Presidência do TCE-PR, por meio da Coordenadoria-Geral de Fiscalização (CGF), além de oficiar os gestores, pretende tomar medidas para que a situação se regularize. Isso pode significar a instauração de um processo formal de Comunicação de Irregularidade, o que acarretará multas. Outra medida que pode ser adotada é o encaminhamento da informação ao Ministério Público Estadual, para sua atuação nas comarcas. As verificações do Tribunal permanecerão de forma periódica.
Embora feito para abranger todas as entidades, o portal tem natureza dinâmica, ou seja, uma situação de funcionalidade plena pode se alterar em pouco tempo. Neste aspecto, o cidadão pode ser um agente participativo, trazendo ao conhecimento do TCE-PR tanto a falta de acesso quanto a de dados incompletos ou que gerem dúvidas. Para comunicar essas falhas, pode utilizar a Ouvidoria do Tribunal.
|
PREFEITURAS |
|
FAXINAL |
|
INAJÁ |
|
ITAPEJARA D'OESTE |
|
JESUÍTAS |
|
PAULO FRONTIN |
|
PEABIRU |
|
PIRAÍ DO SUL |
|
QUINTA DO SOL |
|
ROLÂNDIA |
|
SÃO JERÔNIMO DA SERRA |
|
SÃO JOÃO DO IVAÍ |
|
SÃO SEBASTIÃO DA AMOREIRA |
|
TELÊMACO BORBA |
|
CÂMARAS MUNICIPAIS |
|
ALMIRANTE TAMANDARÉ |
|
DOUTOR ULYSSES |
|
FERNANDES PINHEIRO |
|
GUAIRAÇÁ |
|
IMBAÚ |
|
ITAPERUÇU |
|
JANDAIA DO SUL |
|
ROSÁRIO DO IVAÍ |
|
SANTA CECÍLIA DO PAVÃO |
|
SANTA CRUZ DE MONTE CASTELO |
|
SANTA MARIANA |
|
FOZ DO JORDÃO |
|
NOVA CANTU |
|
NOVA TEBAS |
|
PORTO RICO |
|
SÃO JOÃO |
|
SÃO JOÃO DO CAIUÁ |
|
SÃO JOÃO DO IVAÍ |
|
SÃO JOÃO DO TRIUNFO |
|
SÃO JORGE DO OESTE |
|
SÃO JORGE DO PATROCÍNIO |
|
SÃO JOSÉ DAS PALMEIRAS |
|
SÃO MANOEL DO PARANÁ |
|
SÃO PEDRO DO IGUAÇU |
|
SÃO PEDRO DO PARANÁ |
|
SAPOPEMA |
|
SERTANEJA |
|
SERTANÓPOLIS |
|
TERRA BOA |
|
TERRA RICA |
|
TRÊS BARRAS |
|
TUPÃSSI |
|
UBIRATÃ |
|
URAÍ |