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Fiscalização do TCE-PR evita prejuízo de R$ 3,368 mi aos cofres públicos

Ao analisar o edital e os anexos do contrato que a Prefeitura assinou com o Consórcio Sial/PJJ para a construção de um velódromo na cidade, órgão de controle identificou quatro irregularidades.

Fotografia, de junho de 2014, mostra terreno, ao lado do Centro da Juventude, em Pinhais, onde provavelmente estaria armazenada, a céu aberto, a estrutura metálica do velódromo

O monitoramento do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) evitou o desperdício de recursos públicos da ordem de R$ 3,368 milhões no município de Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba). Ao analisar o edital e os anexos do contrato que a Prefeitura assinou com o Consórcio Sial/PJJ para a construção de um velódromo na cidade, o órgão de controle identificou quatro irregularidades. A Prefeitura acatou as sugestões de correções do Tribunal, mas o Consórcio solicitou rescisão contratual amigável entre as partes, que foi realizada.

Quando os problemas foram detectados pelos servidores da Coordenadoria de Fiscalização de Obras Públicas (Cofop) do Tribunal, o serviço já estava contratado e os projetos em elaboração. Cinco Anotações Preliminares de Acompanhamento (APAs) foram abertas pela equipe de fiscalização. A última delas sugeriu a glosa de algumas despesas previstas no orçamento. Entre elas, a previsão de pagamento de R$ 82.111,83 ao Consórcio por escavação sob o prédio administrativo do empreendimento, que não tem subsolo.

Outro problema foi a diferença orçamentária de R$ 1.577.978,00 apurada na recuperação e montagem de estruturas metálicas; houve, ainda, o cômputo em duplicidade de R$ 486.483,07 previstos para a movimentação de terra (cortes e aterros); e divergência orçamentária de R$ 1.222.396,46 em relação a gradis e portões.

Com base nestas informações levantadas pela equipe da Cofop, a Prefeitura de Pinhais acatou orientação do TCE-PR e emitiu aditivo de supressão no valor de R$ 3.368.969,36, que corresponde ao total das despesas previstas para pagamentos de serviços apontados como irregulares.

O consórcio - formado pela Sial Construções Civis Limitada e PJJ Malucelli Arquitetura S/S Limitada - não aceitou a supressão e solicitou a rescisão contratual. A rescisão contratual amigável foi assinada no último dia 17 de novembro. Todos os documentos pedidos pela fiscalização foram fornecidos pela Prefeitura; o consórcio recebeu R$ 1,209 milhão pelos projetos, o que corresponde à soma das nove medições feitas pelo TCE-PR. A avaliação final da equipe da Cofop é de que "a situação final não apresenta irregularidades".

Não havendo dano ao erário, o último APA - de número 1094 - foi encaminhado para arquivamento. Segundo informações da Prefeitura, o Poder Público municipal planeja realizar nova licitação para construir o velódromo. Os projetos estão prontos e quitados.

 

Doação

O velódromo de Pinhais é resultado do desmonte do empreendimento construído no Rio de Janeiro para os Jogos Pan-americanos de 2007; havia previsão de ele receber disputas durante a Olimpíada deste ano, que foi realizada na capital fluminense. No entanto, o Comitê Olímpico Internacional concluiu que a estrutura não atendia aos parâmetros exigidos. Assim, ela foi desmontada e doada a Pinhais.

O município recebeu estruturas metálicas de cobertura, telhas, equipamentos hidráulicos, elétricos, sonorização, pista de madeira especial, bancos, entre outros elementos. Então, a Prefeitura abriu uma licitação pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC Presencial nº 001/2014) e a obra foi contratada por R$ 22.898.334,95. Os recursos, pertencentes à União, foram repassados para a obra com base no PAC da Copa.

Autor: Diretoria de Comunicação Social Fonte: TCE/PR