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Evento debate diferenças na forma de controle externo em países do Mercosul

3º Encontro da Associação de Entidades Oficiais de Controle Público do Mercosul (Asur) será encerrado nesta sexta, em Foz do Iguaçu. Entidade foi criada em 1995, nessa cidade paranaense

O conselheiro Cezar Miola (TCE-RS), presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), em palestra durante o 3º Encontro das Entidades Oficiais de Controle Público do Mercosul (Asur), realizado em Foz do Iguaçu.
Foto: Suelen Bicicgo - TCE-PR/Divulgação

As similaridades e diferenças entre os sistemas de controle externo de Brasil, Argentina e Paraguai foram debatidas no 3º Encontro da Associação de Entidades Oficiais de Controle Público do Mercosul (Asur), em Foz do Iguaçu, nesta quinta-feira (11 de agosto). O evento será encerrado nesta sexta (12). A entidade foi criada em 1995, nesta cidade, durante evento promovido pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).

 O subcontrolador do Paraguai, Augusto José Felix; o secretário permanente dos Tribunais de Contas da Argentina, Martin Diaz; e o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), conselheiro Cezar Miola (TCE-RS), expuseram a forma de trabalho dos órgãos de controle dos três países.

Ficou claro que existe muita similaridade na atuação dos tribunais brasileiros e argentinos, o que já não ocorre em relação ao Paraguai. Naquele país a tarefa cabe a uma Controladoria, que tem vínculo direto com o Poder Executivo, possuindo independência relativa. Mesmo assim, o representante paraguaio ressaltou a importância da transparência nos gastos como um dever do administrador público.

 

Brasil

Falando mais diretamente aos conselheiros e auditores argentinos e paraguaios, Miola fez uma retrospectiva histórica da criação dos Tribunais de Contas no Brasil, já no segundo ano da República. E lembrou que o primeiro TC estadual foi o do Piauí, que completou 123 anos. Destacou ainda que o controle externo previsto constitucionalmente "não é de natureza formal, técnica, indo para além, ao estabelecer uma dimensão qualitativa, de desempenho da administração".

Ele expos ainda como funciona a estrutura dos TCs, o alcance da atuação das instituições nos 5.568 municípios brasileiros, milhares de administrações indiretas, além dos governos estaduais, legislativo e judiciário. Miola também destacou a mudança da política dos TCs mais recentemente, com a análise prévia dos gastos, que mostra ser muito mais efetiva do que o julgamento a posteriori, dando o exemplo do que ocorre com os editais e concursos, finalizando com o uso da tecnologia como instrumento de aperfeiçoamento da ação fiscalizatória.

 

Políticas públicas

Por sua vez, o presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Edilberto Pontes (TCE-CE), encerrou o dia com uma apresentação sobre o uso de big data e da inteligência artificial na avaliação das políticas públicas. Defendeu o uso destas ferramentas tecnológicas numa agenda internacional e propôs uma reflexão aos tribunais do Mercosul sobre o assunto.

 

Autor: Diretoria de Comunicação Social Fonte: TCE/PR