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Brasileiros consideram TCs decisivos no combate à corrupção, aponta pesquisa

Levantamento do Ibope, a pedido da CNI e da Atricon, conclui que, entre os 17% que conhecem a atuação desses órgãos, 90% os consideram essenciais na fiscalização dos gastos públicos

Gráfico retirado da pesquisa Ibope/CNI Atricon mostra a opinião dos entrevistados que conhecem os TCs sobre o papel desses órgãos no combate à corrupção.

O trabalho dos Tribunais de Contas é visto pela sociedade como decisivo no combate à corrupção e à ineficiência dos gastos públicos. Essa é a opinião de cerca de 90% dos entrevistados que conhecem a instituição. A conclusão é de pesquisa Ibope, realizada a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que mediu o conhecimento e a avaliação da população brasileira sobre os Tribunais de Contas.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre os dias 24 e 27 de junho deste ano. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A íntegra da pesquisa está disponível no site da Atricon.

Conhecimento

Conforme os dados da pesquisa, ainda é relativamente pequeno o número de pessoas que efetivamente conhece o que são e o que fazem os Tribunais de Contas (apenas 17%).

"Embora o percentual dos que conhecem e sabem definir as atribuições dos Tribunais de Contas não seja tão expressivo, ele não destoa do conhecimento do cidadão em relação a outros órgãos e Poderes de mesma natureza. Essa percepção cresce com o nível de escolaridade dos entrevistados, mas fica evidente que é preciso melhorar os processos de comunicação para sermos mais conhecidos pela sociedade", afirma o presidente da Atricon, Valdecir  Pascoal, que é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE).

 

Recorte

Os números divulgados a seguir se referem à opinião da parcela da população que mostrou conhecer, de fato, a instituição. "Entendemos que esse público é quem tem as melhores condições para avaliar os Tribunais de Contas", explica Valdecir Pascoal.

 

Corrupção

A sociedade crê na importância dos Tribunais de Contas no combate à corrupção. É isto o que pensam 90% desses entrevistados, que concorda total (72%) ou parcialmente (18%) com esta afirmativa.

 

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Ineficiência

Além disso, 89% deles concordam que esses órgãos também desempenham papel importante no combate à ineficiência dos gastos públicos.

 

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Gestão

 Ao todo, 82% desse extrato concordam que os Tribunais de Contas ajudam a melhorar a gestão pública.

 

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Recursos públicos

Conforme a opinião de 80% desses entrevistados, a atuação dos Tribunais de Contas preserva os recursos públicos.

 

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Composição

Os Tribunais de Contas são tidos como órgãos mais técnicos que políticos, para 62% deste extrato. No entanto, o modelo de indicação de seus membros é visto como um obstáculo ao bom funcionamento dessas instituições para 75% dos entrevistados.

"Essa percepção reflete, de certo modo, a crise do Estado, da política e da representatividade que afeta, de forma geral, o juízo de valor da sociedade sobre as instituições públicas. O modelo atual, com a indicação de 1/3 do colegiado por origem técnica (membros substitutos e procuradores) representa um indiscutível avanço. Não obstante, é nosso dever discutir propostas de possíveis aprimoramentos nos critérios de composição dos Tribunais de Contas. Cabe discutir novos aprimoramentos, a exemplo daqueles que propõem uma maior proporção de membros oriundos das carreiras técnicas", pondera o presidente da Atricon.

 

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Aprovação

Entre os entrevistados que mostraram conhecer os Tribunais de Contas, chega a 94% o índice dos que concordam que esses órgãos devem ser mantidos.

 

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Desempenho

Apesar de uma parcela importante (33%) avaliar positivamente o desempenho dos Tribunais de Contas, as opiniões divergentes têm a mesma expressão numérica: 32% veem a atuação como regular e 30% mostram-se insatisfeitos.

"De um lado, esses indicadores nos estimulam a persistir na luta pelo nosso aprimoramento institucional. Essa opção a Atricon já fez quando desenvolveu o Programa Qualidade e Agilidade dos Tribunais de Contas (QATC), sem falsa modéstia o melhor e mais avançado programa de aprimoramento institucional no serviço público brasileiro. De outro lado, considerando o atual contexto de crise ética e da forte cobrança do cidadão, e levando em conta que os TCs não dispõem de mecanismos de investigação e de punição de natureza policial ou judicial, como determinar prisões de gestores públicos, o fato de 65% avaliarem os TCs como ‘ótimo, bom ou regular', tem tudo para ser comemorado", conclui Pascoal.

 

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Fonte: Atricon

Assessoria de Comunicação Social

 

Autor: Diretoria de Comunicação Social Fonte: TCE/PR