Vice-presidente da Corte, conselheiro Ivan Bonilha, destaca importância da troca de informações entre os 33 TCs que participam do 2º LabTCs, realizado em Cuiabá
Iniciativas implantadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) estão sendo apresentadas, até esta sexta-feira (23 de junho), no 2º Laboratório de Boas Práticas dos Tribunais de Contas (LabTCs), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT). O avanço do controle externo é debatido por profissionais que representam 33 Tribunais de Contas do país.
A equipe do TCE-PR é coordenada pelo corregedor-geral, conselheiro Ivan Bonilha; e integrada pelo coordenador-geral de Fiscalização, Djalma Riesemberg Junior; o coordenador de Acompanhamento de Atos de Gestão, Wilmar da Costa Martins Junior; o ouvidor, Patrick Machado; e a servidora da Coordenadoria de Sistemas e Informações de Fiscalização Paola Canuto Brandão.
O conselheiro Bonilha foi um dos mediadores dos painéis e destacou a importância do intercâmbio de informações entre os TCs. "Essa integração só melhora, traz incentivo ao nosso dia a dia, que é sempre muito duro. Nos trazem conforto esses encontros entre iguais a nós", ressaltou.
Riesemberg participa de encontros de trabalho com os secretários de controle externo dos TCs, Machado expõe as boas práticas instituídas na Ouvidoria e Paola Brandão, que integra a Comissão de Coordenação Geral do Marco de Medição de Desempenho dos TCs (MMD-TC), participa de debate sobre a revisão de critérios desse instrumento.
Martins Junior apresentou a ferramenta ADA (Analisadora e Diligenciadora Automática), instituída no TCE-PR pela Instrução Normativa nº 122/2016, que proporciona uma oportunidade para que os gestores possam corrigir falhas verificadas durante ações de fiscalização concomitante e preventiva. O sistema pode ser empregado de duas formas: manual, com análises dos auditores em documentos e em achados de auditoria; e automatizada, por meio do uso de cruzamento de informações de bancos de dados.
O procedimento que resulta dessas análises dispensa a abertura de processo administrativo, cujo trâmite exige um período maior. Martins Junior explicou que quando não há a correção das falhas apontadas, os gestores ficam sujeitos a Tomada de Contas Extraordinária. Nesse caso, a Lei Orgânica do TCE-PR (Lei Complementar Estadual nº 113/2005) prevê a aplicação de multas administrativas, fixas e proporcionais ao valor do dano ao patrimônio público, devolução dos recursos e outras sanções.
Promoção
O 2º LabTCs é realizado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), com apoio do Instituto Rui Barbosa (IRB), da Associação Brasileira de Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom) e do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC).
No decorrer dos três dias de programação, ocorrem palestras e oficinas sobre 70 boas práticas desenvolvidas pelos órgãos de controle e catalogadas pelo Marco de Medição de Desempenho dos Tribunais de Contas.