Voltar

O projeto

O Projeto Ver a Cidade é resultado de uma parceria firmada entre o TCE-PR, o Crea-PR, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti-PR) e as quatro instituições estaduais paranaenses de ensino superior que oferecem o curso de Engenharia Civil: UEL (Universidade Estadual de Londrina), UEM (incluindo os campi de Maringá e Umuarama), UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) e Unioeste, campus de Cascavel.

Os objetivos da iniciativa foram integrar mais um segmento da sociedade ao processo de controle social, uma das metas da atual gestão do TCE-PR, trazendo a academia para dentro da instituição; e ampliar a fiscalização das obras públicas cadastradas como paralisadas junto ao Tribunal pelos municípios, buscando sua retomada e conclusão.

A fiscalização foi feita de duas formas:  presencial, com inspeções de dez obras selecionadas em cada região; e virtual, com a análise da conformidade da documentação registrada pelas prefeituras sobre as obras no portal do TCE-PR. Neste ano participaram 12 estudantes de Engenharia Civil e dois professores orientadores de cada campus participante, num total de 70 pessoas.

O projeto também garantiu aos estudantes de Engenharia Civil a experiência de fiscalizar obras públicas em sua cidade e região, assim como aprender responsabilidade e ética profissional, contribuindo e agregando prática à sua formação. Ao mesmo tempo, estimula a formação de novos engenheiros de obras públicas, segmento que vem encontrando deficiência de profissionais.

A perspectiva para 2025 é que o projeto tenha continuidade, com a inclusão de instituições de outras regiões, inclusive Curitiba, e de caráter particular, em função do interesse despertado pelo projeto, que também vem servindo de referência para outros tribunais de contas.

Resultados

As informações declaradas pelas próprias prefeituras ao TCE-PR, reunidas no Portal Informação para Todos (PIT), chegaram a apontar mais de 1.080 obras nesta situação. Mas o trabalho identificou efetivamente 217 obras, num valor contratado de quase R$ 287 milhões. O projeto envolveu dez visitas técnicas, 1.083 intervenções remotas e 820 inspeções realizadas pelo Crea-PR.

O levantamento mostrou que a região com mais obras paralisadas é a Oeste, com 41; seguida da Norte-Central, com 31; Noroeste, com 29; Centro-Ocidental, com 26; Centro-Sul, com 225; Metropolitana de Curitiba (que inclui o Litoral), com 22; Sudoeste, com 19; Norte Pioneiro, com 18; e Sudeste, com 6. A região Centro-Oriental não registrou obra paralisada.

Os três municípios com maior número de obras paralisadas - seis - são Mangueirinha (Sudoeste), Iretama (Centro-Oeste) e Turvo (Central). Depois aparecem Apucarana (Norte) e Toledo (Oeste), com cinco obras cada. O maior valor contratado é registrado em Mangueirinha, onde as obras não concluídas somam R$ 11 milhões 977 mil.